Pina Bausch
A magnificência das coreografias de Bausch, com o mecanicismo dos movimentos, as suas repetições frenéticas e incansáveis, a valorização do corpo e da beleza da sua sincronia quando movido. A apaixonante aura da dança das ideias, do corpo como história e espectáculo, em detrimento da estruturação de entretenimento ou regra. A suavidade do clássico com margem da loucura do futurista, do dadaísta ou do surrealista. Os corpos de mulheres e os corpos de homem como corpos de mulheres e corpos de homem. Pina é amor, no estado mais poderoso, através do corpo no limite.
E Wim Wenders homenageia, na perfeição, a dança-teatro do Tanztheater Wuppertal e a sua musa/diva, Bausch, no filme em 3D.

