Sobram as lágrimas que ficaram presas entre
as marcas do pescoço
as das costas
e as das coxas.
Sobram as dores de cabeça. De pernas. De memória.
Sobra o desespero de perder os olhos na ininterrupta tristeza que ocupa o lado inteiro do corpo.
Não sobram sorrisos. Mas sobra tempo para tricotar o fado que não admite mais que lamentos e suspiros.
Não sobra de mim o que transbordava em mim.

