De volta das trevas, não podia deixar de partilhar com os meus infinitos leitores uma experiência que todos já tivemos. De um lado ou do outro da barricada. Há gente mais pacata, que não gosta deste tipo de demonstrações públicas, verdade. Mas quem conseguir resistir às gargalhadas que puxam a lágrima e o non-stop, que fique macambúzio primeiro.
Admito que seja chato para quem trabalha num restaurante aturar este tipo de pessoas – como eu e as minhas caras companheiras B., A. e F. – num momento de histeria absoluta. Mas convenhamos que foram situações engraçadas que nos levaram a perder as estribeiras.
É difícil à B. ser simpática e paciente, e portanto ninguém lhe poderia pedir que não resmungasse pela demora do serviço nem pelo exagero de comida servida numa dose. Como o mundo sabe, é muito complicado para mim falar num tom aceitável. Mas desta vez, quem abriu o precedente foi a F., que deu o mote para a gargalhada geral, com um ruído que convidava a rir sem parar. E foi o que aconteceu.
Comemos e rimos que nos fartámos, e ainda levámos as sobras. Não é todos os dias que o mulherio se junta para jantar sem o homem (F., é para ti) e que faz furor numa casa tradicional bracarense. Companheiros, podemos riscar o sítio das portas vermelhas da nossa lista de possibilidades durante algum tempo.
