Sou uma pessoa que gosta de partilhar experiências, e por isso resolvi colocar aqui um texto que escrevi há longos meses atrás, num blogue de uma amiga. Não vou modificá-lo porque não tenho paciência, portanto façam o esforço de se reportar ao ano passado, por volta do mês de Setembro. Obrigada.
Gostaria muito que este blog fosse o mais visitado de sempre e, que entre os seus visitantes, se incluísse a loja do cidadão. Passo a explicar: eu, cidadã exemplar, sem qualquer tipo de associação a actos de vandalismo ou organizações terroristas, mesmo sem usar turbante e sem viajar com drogas, fui retida num dos aeroportos de Londres. Tudo porque, pelos vistos, o meu BI é, sem mais nem menos, falsificado. Ainda que tenha sido emitido pelas autoridades competentes, este pequeno papel com uma das minhas melhores fotografias não cumpre algumas das regras de segurança. Um dos pormenores engraçados do meu bilhetezinho é a barra em amarelo torrado na parte direita do dito cujo. Os enfeites entrelaçados da coisa ganham na parte transparente um duplicar e até um triplicar de linhas. Fui aconselhada a renovar o BI e a transportar também o passaporte – de repente oiço a sábia voz do meu progenitor a repetir pela terceira vez que é melhor guardar os documentos em sítios diferentes para o caso de um desaparecer – que, para cúmulo, está caducado e repousa neste preciso momento na secretária do meu quarto em casa dos meus pais. E quando achava que nada podia correr pior, – maldita lei de Murphy – mesmo depois de a minha mala aparecer toda contente encharcada de algo que cheirava a vinho tinto, descubro que para tratar do raio do bilhete de identidade na embaixada portuguesa terei que esperar com a antecedência de três horas na fila à porta antes do horário de abertura (9h30 da manhã) porque as autoridades competentes só recebem 20 pessoas por dia.
Tudo para dizer que estou profundamente indignada com tudo isto. Quanto ao engraçadinho que fez o meu BI, hei-de apanhar-te um dia, seu bovino!
